Dentro das margens em 500 páginas

O livro que inaugura a série Patrimônio Brasileiro estreia também a fonte Margem no mundo editorial, definitivamente, em mais de 500 páginas.

Bens Culturais do Brasil, organizado por João de Souza Leite, foca no pensamento político-cultural de Aloisio Magalhães, considerado um dos mais importantes designers gráficos brasileiros do século XX.

Ney Valle, sócio da Dupla Design, responsável pelo projeto gráfico, nos conta um pouco sobre esta escolha tipográfica:

Ao contrário do consenso, a gente adora textos corridos com fontes sem serifas. Pra gente, quando a fonte é bem desenhada, a relação corpo/entrelinha é bem ajustada e a mancha de texto é confortável, o resultado é imbatível.

Para esse projeto, a gente escolheu a Margem porque precisávamos de uma fonte com muitos pesos e que funcionasse em diversos tamanhos e situações. Pra atender a uma coleção de livros de textos longos, médios e curtos, com todas as suas necessidades especificas – a começar pela marca da coleção – e as hierarquias tipográficas: títulos, subtítulos, textos, citações, notas de rodapé e créditos.

Além disso, a escolhemos porque é geométrica, com curvas sedutoras e com a letra “g” “faltando um pedaço” mais linda que já vimos. Simples e clara, mas cheia de personalidade para assinar uma projeto desse porte.


Notícias relacionadas